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23 de Setembro de 2017
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    Outubro Rosa: MPE também participa da campanha mundial

    Surgido há mais de dez anos nas cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia, o Outubro Rosa foi o mês escolhido para a luta contra o câncer de mama, um esforço mundial para conscientizar e mobilizar a sociedade para o combate à doença. Desde então, vários outros países vêm aderindo ao movimento. No Brasil, durante todo o mês, diversos eventos vão colorir de cor-de-rosa importantes pontos do país para alertar a população sobre a importância da mamografia periódica para todas as mulheres com mais de 40 anos e do diagnóstico precoce, ressaltando que o exame mamográfico é o melhor meio para detectar tumores ainda em fase inicial, possibilitando a cura em até 95% dos casos.

    O Ministério Público Estadual também aderiu ao movimento mundial. Na página inicial do site do MPE pode ser visto um lacinho rosa que chama atenção para campanha. Internamente, a rede de informática que abastece os membros e servidores também destaca a iniciativa que integra as ações de mobilização pela conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença. Vários órgãos públicos e empresas privadas também participam em Alagoas, como a Secretaria Estadual de Saúde e o Tribunal de Contas do Estado - que estão iluminados com a cor rosa.

    O Outubro Rosa chegou ao Brasil em 2008 por iniciativa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). O movimento prevê ações durante todo o mês em várias cidades do país, entre elas a iluminação de prédios e monumentos históricos na cor rosa, como o Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro; o Congresso Nacional em Brasília e o Farol da Barra, em Salvador, entre outros.

    Veja abaixo dez dicas para se prevenir da doença:

    1. Aspectos Gerais

    De acordo com o Inca, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. No mundo, é uma das principais causas de mortalidade feminina, sendo raro até os 35 anos, com os riscos aumentando progressivamente após essa idade.

    2. Fatores de Risco

    Os maiores fatores de risco são : Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de um câncer de mama estão a idade e o histórico familiar. Ingestão de álcool, menarca precoce, menopausa tardia, ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e nuliparidade (não ter filhos) também são exemplos de fatores de risco para o desenvolvimento do câncer.

    3. Sintomas

    Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pelé que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

    4. Da necessidade do diagnóstico precoce :

    Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.

    5. O auto exame não é mais o melhor modo de diagnosticá-lo

    Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.O autoexame continua sendo importante - mas de forma secundária. Quando o tumor atinge o tamanho suficiente para ser palpado, já não está mais no estágio inicial, e as chances de cura não são máximas.

    6. A mamografia é essencial para o diagnóstico precoce

    Para que seja possível um diagnóstico precoce, é preciso que se faça a mamografia, que consegue detectar nódulos de tamanhos muito menores do que o auto-exame é capaz de fazê-lo. Especialistas estimam que mortalidade por câncer de mama em mulheres entre 50 e 69 anos poderia ser reduzida em um terço se todas as brasileiras fossem submetidas à mamografia uma vez por ano. No entanto, apenas 35% das mulheres brasileiras têm conhecimento de que a mamografia é o caminho para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Tal desconhecimento faz com que tenha sido percebido um aumento na mortalidade causada pela doença aqui no Brasil, enquanto que esse número vem diminuindo nos países desenvolvidos - diferença essa em grande parte atribuída ao diagnóstico tardio (Entre 1999 e 2003, quase metade dos casos de câncer de mama foram diagnosticados em estágios avançados, segundo estudo do Instituto Nacional de Câncer - Inca). É de suma importância portanto, que essa informação chegue às pessoas menos esclarecidas.

    7. SUS é obrigado por lei a fazer mamografia anual em mulheres acima de 40 anos

    Com o advento da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, o SUS passa a ser obrigado a fazer ANUALMENTE exames de mamografia na mulher acima de 40 anos. No entanto, para que tal lei seja cumprida, é preciso pressão e fiscalização da sociedade - e cumpre a nós pressionar e fiscalizar a o governo.

    8. Mamografia deve ser feita em locais abalizados

    Outro problema que prejudica a detecção precoce do câncer de mama é a má qualidade das mamografias feitas no País. Numa pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), 77% dos exames foram rejeitados por problemas técnicos relacionados à qualidade da imagem, ao posicionamento incorreto das pacientes e ao uso inadequado dos equipamentos. O resultado é, além de tumores que passam despercebidos e de biópsias desnecessárias, o grande número de mamografias que precisam ser refeitas. Para combater o problema, o Colégio Brasileiro de Radiologia, em parceria com o Inca e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou, em 2005, um programa de certificação de mamógrafos, que conta com o apoio da Femama e do Instituto Avon - mas eles ainda são muito poucos.

    9. Ele não atinge só as mulheres

    Estamos acostumados a associar o câncer de mama apenas às mulheres; no entanto, apesar de o número de homens atingidos pela doença ser bem inferior (apenas 1% de todos os casos) , e bom ficar atento - principalmente aqueles que possuem histórico de câncer na família.

    10. Leis amparam os acometidos pela doença

    - saque do FGTS e PIS quando titular ou dependentes sofram da doença;

    - reconstrução da mama através do SUS;

    - compra de veículo isento de IPI, ICMS e IPVA, dispensado do rodízio (em SP);

    - passe livre nos transportes públicos;

    - quitação do imóvel pelo SFH nos casos de invalidez permanente comprovada;

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